PODEMOS MESMO ACREDITAR NA NEUTRALIDADE ALGORÍTMICA?
Resumo
O presente trabalho foi elaborado na integração e consonância das áreas de Psicologia e Sistemas de Informação, tendo como resultado a elaboração de um artigo científico que abrange as relações dos algoritmos racistas e como isso gera sofrimento psíquico. Entendemos que as estruturas que permeiam o racismo são permeadas por uma ideologia dominante e relações políticas, influenciando o indivíduo em todas as suas esferas. A partir da análise da atualidade procuramos inter-relacionar o mundo digital com esses processos que permeiam de forma tão intensa a saúde mental do indivíduo. O questionamento sobre algoritmos racistas levanta um pensamento crítico, algo que é fundamental para o desenvolvimento científico e acadêmico, buscando a promoção de um melhor desenvolvimento social, extinção de preconceitos e luta contra as desigualdades do sistema. Tendo como objetivos atenuar comportamentos racistas em processos tecnológicos e midiáticos, combate ao racismo, promoção de conscientização e entendimento acerca do tema. A metodologia teve como base a análise de teóricos como Fanon, Lane, Bronfenbrenner, Devulsky, Gillespie, Vicente, O’ Neil, utilizando referências bibliográficas, pautadas no rigor técnico científico, relacionando teóricos da psicologia social, dados de sistemas de informações e da prática do racismo na sociedade e leva em conta todo o processo histórico e estrutural do racismo, além das evoluções do mundo digital, que afeta o contexto e as relações sociais dos indivíduos de maneira integral, o combate ao racismo torna-se fundamental tanto para a comunidade quanto para a formação na área da psicologia. Conclui-se que a ideia de neutralidade ainda está no abstrato, de forma proposital e hierárquica, e que somos de forma pragmática influenciados pelos meios que nos inserimos, mesmo que de forma online.